Ao sabor de um acidente...
M não gosta de colocar o cinto de segurança... E mais do que não gostar de o colocar, acha que nada lhe acontece, no que é "protegida" pela mãe... O cinto não se coloca, a viagem é curta, entre a escola e casa - são pouco mais de duas dezenas de quilómetros, o que pode acontecer em tão curta distância?! Nada, claro... -, e é tão magrinha que qualquer "acidente" lhe há-de passar ao lado... Além disso, a gargalhada fácil, demasiado fácil por vezes, descansa qualquer pessoa - não é distraída nem mal-educada, é apenas muito bem disposta... Só que...
Numa manhã, naquela curtíssima viagem entre a casa e a escola, onde nunca iria acontecer nada, naquela curva feita diariamente, sem pressas nem velocidades excessivas, sem que nada de especial tivesse acontecido - estava sol, o carro que vinha em sentido contrário não estava em contramão,... ah, e claro que, como sempre, M não trazia o cinto de segurança colocado -, a viatura entrou em despiste, saiu da estrada, tombou num pequeno declive e M saiu disparada pelo vidro, não sendo, por muito pouco, esmagada pelo carro que capotou, ficando deitada na relva, desmaiada, apenas...
Há dias com sorte... mas irão durar sempre? Pergunto-me até quando irão M e a mãe lembrar-se do sucedido, exigindo a segunda que a primeira o coloque e a primeira colocando-o sem que seja necessária uma segunda ordem - ou até uma primeira, já agora...
Hoje, ao cruzar a mais recente ponte da minha cidade, ultrapasso um carro em que uma criança - teria, talvez, um dez, onze anos, não mais que treze... - ia autenticamente pendurada entre os dois bancos da frente, conduzido por alguém que já devia ter idade para ter juízo... mas os acidentes, esses, acontecem sempre aos outros, nunca a nós, tal como pensavam a M e a sua mãe...
ps E quando acabam em tragédia, em vez de se limitarem aos sustos?! Pois... torce-se a orelha mas já não deita sangue, não é?
Numa manhã, naquela curtíssima viagem entre a casa e a escola, onde nunca iria acontecer nada, naquela curva feita diariamente, sem pressas nem velocidades excessivas, sem que nada de especial tivesse acontecido - estava sol, o carro que vinha em sentido contrário não estava em contramão,... ah, e claro que, como sempre, M não trazia o cinto de segurança colocado -, a viatura entrou em despiste, saiu da estrada, tombou num pequeno declive e M saiu disparada pelo vidro, não sendo, por muito pouco, esmagada pelo carro que capotou, ficando deitada na relva, desmaiada, apenas...
Há dias com sorte... mas irão durar sempre? Pergunto-me até quando irão M e a mãe lembrar-se do sucedido, exigindo a segunda que a primeira o coloque e a primeira colocando-o sem que seja necessária uma segunda ordem - ou até uma primeira, já agora...
Hoje, ao cruzar a mais recente ponte da minha cidade, ultrapasso um carro em que uma criança - teria, talvez, um dez, onze anos, não mais que treze... - ia autenticamente pendurada entre os dois bancos da frente, conduzido por alguém que já devia ter idade para ter juízo... mas os acidentes, esses, acontecem sempre aos outros, nunca a nós, tal como pensavam a M e a sua mãe...
ps E quando acabam em tragédia, em vez de se limitarem aos sustos?! Pois... torce-se a orelha mas já não deita sangue, não é?
